Você já escutou o ditado "não mexa com o que está quieto"? Este é, definitivamente, um ditado ao qual a área da saúde não dá ouvidos ou, pelo menos, não deveria dar.

A rotina hospitalar é exigente e cansativa, tanto para os médicos, quanto enfermeiros e demais membros da equipe assistencial, logo é comum que a ideia de parar toda a operação para checar o funcionamento de um aparelho, que aparentemente está funcionando, pode não parecer a escolha certa. Entretanto, assumir que ele não precisa de manutenção com essa mesma justificativa, também não é a opção mais segura.

Neste artigo, confira a importância do plano de manutenção preventiva de equipamentos, como planejá-lo e garantir a eficiência na operação hospitalar.


A importância da manutenção de equipamentos hospitalares

A falha não escolhe data nem hora, podendo acontecer a qualquer momento. O problema é que, diferentemente de outros setores, a área da saúde não pode ser surpreendida com imprevistos, justamente por lidar com pacientes o tempo todo.

Quando há uma falha em um equipamento, toda a operação atrasa, cirurgias precisam ser remarcadas, equipes são sobrecarregadas e até pacientes podem precisar ser realocados. É nesse cenário que um bom plano de manutenção preventiva é essencial, para evitar que desgastes se transformem em atrasos operacionais.

O plano de manutenção preventiva nada mais é que um plano de atividades programadas antecipadamente (antes da falha), que visam evitar que o equipamento apresente mau funcionamento no momento errado.

Diferente da manutenção corretiva, realizada quando a falha já foi registrada, a preventiva é feita com antecedência e requer planejamento. Sua operação pode envolver, por exemplo: trocas de peças, calibrações periódicas, testes de segurança e outras atividades.


Há normas que interferem na criação de um plano de manutenção preventiva hospitalar? 

Sim, entre elas, em destaque, a RDC nº 509/2021, que substituiu e revogou a antiga RDC 02/2010, estabelecendo requisitos mínimos para o gerenciamento de tecnologias em saúde. A norma se aplica a hospitais, ambulatórios, atendimento domiciliar e serviços de apoio a diagnóstico e terapia, abrangendo tanto equipamentos quanto a infraestrutura hospitalar.

O objetivo da norma é garantir segurança, eficácia, qualidade e rastreabilidade dos equipamentos médicos. Ela exige a documentação de todos os ciclos da tecnologia, desde a chegada ao estabelecimento até o descarte, incluindo o planejamento de recursos materiais, físicos e humanos e a capacitação dos colaboradores.

Conforme as exigências da norma, na prática, o estabelecimento deve:

  • Fornecer normas e rotinas técnicas padronizadas, registradas, atualizadas e acessíveis aos colaboradores de cada etapa do gerenciamento
  • Incluir, não somente os equipamentos médicos, mas também refrigeradores imunobiológicos e os sistemas de climatização no plano de manutenção
  • Designar um profissional qualificado, com nível superior e registro ativo no conselho de classe, para monitorar e avaliar a realização do plano anualmente. Esse papel pode recair sobre o engenheiro clínico (CREA) ou o biomédico (CRBM)
  • Registrar tudo que for realizado e guardar este documento por no mínimo cinco anos
  • Ter um sistema de gerenciamento de riscos, a fim de evitar eventos adversos
  • Garantir rastreabilidade do equipamento e oferecer capacitação aos colaboradores envolvidos

O descumprimento da norma é caracterizado como infração sanitária, de acordo com a Lei nº 6.437/1977. As penalidades variam conforme a gravidade da infração, sendo:

Infração leve: R$ 2.000,00 a R$ 75.000,00

Infrações graves: R$ 75.000,00 a R$ 200.000,00

Infração gravíssima: R$ 200.000,00 a R$ 1.500.000,00

Além disso, caso a manutenção seja terceirizada, irregularidades na manutenção não isentam o estabelecimento de penalidades. Ou seja, o plano de manutenção é muito mais que uma boa prática, é uma obrigação regulatória que exige atenção e monitoramento, mesmo se não for realizado pelo estabelecimento.


O que é preciso para montar um bom plano de manutenção preventiva hospitalar?

Para planejar um bom plano de manutenção, é importante estudar o que seu hospital tem e o que ele precisa. Utilizar um plano genérico pode ser uma saída rápida, porém dificilmente irá atender sua operação, portanto elaborar um próprio irá gerar resultados muito melhores.

Para elaborar um plano de manutenção eficiente, siga essas etapas:

  • Mapeamento dos equipamentos

Essa etapa é primordial para o planejamento, nela cadastre todos os equipamentos do hospital com suas principais informações, como:

→ Nome e modelo do equipamento

→ Local de instalação

→ Data de aquisição

→ Fabricante e número de patrimônio

→ Garantia do equipamento

→ Número da assistência técnica

→ Tipos de manutenção e histórico de serviços realizados anteriormente.

Durante esse processo, é possível encontrar alguma irregularidade em algum equipamento, por isso faça anotações sobre essas observações. Elas irão determinar quais são as prioridades do plano de manutenção.

  • Determine o grau de prioridade

Nem todo aparelho é usado com a mesma frequência, estabelecer a mesma periodicidade de manutenção para um aparelho que é raramente utilizado e para outro que é essencial para o cotidiano do hospital não é eficiente. Dessa forma, analise esses requisitos para determinar o nível de prioridade de cada equipamento:

→ Frequência de uso

→ Impacto que a falta do aparelho pode causar

Além da frequência, é necessário avaliar qual risco o aparelho pode oferecer, caso apresente mau funcionamento:

→ Probabilidade de desgaste precoce

  • → Riscos apresentados ao operador e paciente
  • Definição do cronograma e da periodicidade

Depois de mapear todos os equipamentos e determinar seu nível de prioridade, é fundamental garantir que os profissionais responsáveis pela manutenção sejam capacitados para manusear os equipamentos.

Já para criar o cronograma das manutenções é preciso considerar:

→ As recomendações do fabricante

→ O histórico de uso do equipamento (contendo informações sobre os momentos de falha)

→ Tempo de vida útil das peças

→ As condições de uso e de ambiente

Após realizar todas as etapas, sua operação está pronta para seguir o cronograma de manutenção preventiva desenhado para atender às necessidades da rotina hospitalar. A execução pode incluir atividades como: verificação de cabos, conectores e estrutura física, limpeza de equipamentos com produtos adequados e substituições de peças.


Como a tecnologia atua na manutenção preventiva e corretiva? 

Gargalos na operação hospitalar custam tempo, dinheiro e afetam diretamente a qualidade do atendimento e assistência ao paciente. Planejar e monitorar o plano de manutenção por meio de planilhas e papel é inviável, a jornada é muito complexa para ser mantida em documentos soltos.

O SNDesk é uma plataforma de gestão que centraliza a operação em uma única interface, entregando rastreabilidade total e atendendo às exigências da RDC 509/2021 e o dia a dia hospitalar.

Na prática, o SNDesk resolve as principais dores da criação e operação do plano de manutenção:

  • Identificação do equipamento

Na plataforma, cada equipamento pode ser cadastrado individualmente, contendo todas as informações necessárias, como instruções do fabricante, modelo, garantia, histórico e outros dados relevantes para a operação. Além disso, a abertura do chamado pode ser realizada rapidamente por meio do QR Code, no próprio aparelho.

  • Registro da falha

Quando um equipamento apresenta mau funcionamento, o operador pode abrir o chamado rapidamente e anexar fotos, vídeos, descrição dos sintomas, observações e nível de urgência.

  • Distribuição do chamado

A solicitação é encaminhada para a equipe adequada, configurável conforme a organização interna da empresa. Desta forma, a operação não fica presa a um meio de comunicação, como WhatsApp e e-mail, evitando ruídos e esquecimentos.

  • Nível de prioridade e SLA

Cada chamado tem seu nível de prioridade e impacto operacional, garantindo que equipamentos críticos sejam atendidos antes dos de baixa criticidade.

  • Execução da manutenção

Durante a manutenção do equipamento o técnico registra todas as etapas na plataforma. Ele também conta com um checklist, que instrui como o serviço deve ser realizado, testado e verificado para a liberação do aparelho. Após a conclusão, a Ordem de Serviço (OS) irá sinalizar que o chamado foi feito conforme as etapas estabelecidas.

  • Controle de estoque e disponibilidade de equipamentos

Acompanhe em tempo real quais equipamentos estão disponíveis, quais precisam de manutenção, reposição de peças e onde estão os gargalos da manutenção preventiva. 

  • Históricos e indicadores

Todos os registros feitos na plataforma alimentam os dashboards e relatórios centralizados. Atendendo à exigência da RDC 509/2021 de guardar as informações por no mínimo cinco anos, permitindo que o profissional responsável faça a avaliação anual do plano com base em dados reais.

Além das funcionalidades mencionadas, o SNDesk pode oferecer muito mais apoio operacional, tanto para manutenção preventiva quanto para a corretiva.

Se você ficou interessado e deseja saber como o SNDesk se encaixa na operação hospitalar, agende uma demonstração gratuita.


A manutenção preventiva permite que a operação seja eficiente

A manutenção preventiva é muito mais que apenas uma boa prática, ela é essencial para uma operação hospitalar eficiente. Afinal, nenhum aparelho avisa quando vai apresentar mau funcionamento ou simplesmente parar de funcionar, ele apenas para.

Ao adotar um plano de manutenção preventiva, desenhado para atender à sua operação, imprevistos não irão atrapalhar a assistência ao paciente, permitindo atendimentos precisos e com qualidade.

Para permitir que a manutenção preventiva traga resultados positivos para a jornada hospitalar é preciso contar com ferramentas que tornem esse processo mais fluido. Com o SNDesk, toda sua operação fica centralizada em uma única plataforma, contando com rastreabilidade e indicadores de desempenho.

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